Eduardo Bolsonaro prepara ofensiva na Europa contra Moraes - 06/08/2025 - Poder - Folha


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Key Players

Eduardo Bolsonaro and Paulo Figueiredo, along with support from right-wing European parliamentarians, are spearheading an effort to pressure the European Union into imposing sanctions against Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes.

The Goal

Their aim is to secure sanctions similar to those imposed by the US, citing actions by Moraes that allegedly harmed European citizens. They plan to present their case to the European Parliament and leverage the citizenship of individuals such as Mauro Cid, who has Portuguese citizenship and has cooperated in the investigation.

The Strategy

The strategy involves a planned trip to several European countries including Portugal, Spain, Italy, Belgium, Poland, and Hungary to lobby for sanctions. This action is in response to the US sanctions against Justice Moraes under the Magnitsky Act, citing violations of human rights and democratic principles.

Concerns and Contingencies

Eduardo Bolsonaro is reportedly considering the potential risk of arrest by Justice Moraes, which might prevent his travel. The group is also collaborating with the US government to carefully manage the timing and impact of their actions.

Current Status

Before the proposed European lobbying effort, several right-wing European parliamentarians have already requested EU sanctions against Justice Moraes. The requested sanctions mirror those imposed by the United States, including asset freezes and travel bans.

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Após articularem retaliações dos Estados Unidos ao Brasil, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo planejam uma ofensiva na Europa para buscar novas sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo Figueiredo, a ideia é viajar em setembro para um roteiro que incluiria: Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia e Hungria. De acordo com ele, nem todos os países precisam ser visitados na mesma viagem, mas o movimento para apontar o que a dupla vê como condutas excessivas de Moraes passaria por todos eles.

"Pretendemos ir ao Parlamento Europeu e intensificar a pressão internacional", diz Figueiredo à Folha.

Eduardo pretende viajar, mas tem dito que pondera se é apropriado por temer decisões do ministro do STF que possam prendê-lo.

"Pretendo viajar à Europa, ir ao Parlamento europeu. Já tenho um convite feito pelo parlamentar polonês. Só tenho que me assegurar que não serei mais uma vítima do Moraes e fazer as gestões para descobrir se a Interpol está ou não pedindo a minha prisão", afirmou Eduardo nesta terça (5) em entrevista ao portal Metrópoles.

A ideia da dupla é pedir sanções semelhantes às aplicadas pelos EUA a Moraes, alegando que ele também atingiu cidadãos europeus. O tenente-coronel Mauro Cid, que fez uma delação premiada na investigação sobre a trama golpista, tem cidadania portuguesa.

O próprio Paulo Figueiredo, que também é investigado no caso e teve seu passaporte suspenso pelo STF, também tem cidadania portuguesa.

Antes mesmo de os bolsonaristas embarcarem para a Europa, um grupo de parlamentares de direita e extrema direita já tem se movimentando mirando o magistrado do Supremo.

Na semana passada, deputados direitistas do Parlamento Europeu pediram à alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, sanções do bloco contra Moraes e aliados pelo que afirmam ser violações aos direitos humanos e aos princípios democráticos.

Como mostrou o Painel, os parlamentares integram o ECR (Reformistas e Conservadores Europeus) e o Patriotas Pela Europa, que têm membros de vários países. O documento é assinado pelo polonês Dominik Tarczynski, membro do Parlamento Europeu, e subscrito por outros 15 parlamentares.

Entre as sanções pedidas estão congelamento de ativos e proibições de viagens contra Moraes e "ministros cúmplices" do STF.

O grupo também afirma que o ministro está julgando a partir de acusações sem fundamento o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem se referem como seu "grande inimigo político".

Moraes foi alvo dos Estados Unidos em duas frentes: em uma, teve proibida a entrada no país por meio de decisão do Departamento de Estado e, em outra, foi sancionado pela Lei Magnistky.

A norma é usada para punir quem comete graves violações de direitos humanos e já foi usada contra ditadores no passado.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que Moraes cometeu abusos ao autorizar detenções preventivas injustas e ao tomar decisões que, segundo ele, minam a liberdade de expressão.

A Lei Magnistky prevê que pode ser incluído no rol de sancionados quem colaborar com as condutas condenadas pelos EUA.

A pessoa punida recebe uma sanção da Ofac, Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que pertence ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Por meio da decisão, o governo americano determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que a pessoa sancionada tenha nos Estados Unidos e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com ela.

A medida incluiria o uso das bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo. Os efeitos para as transações de Moraes em reais no Brasil ainda estão sob análise dos bancos.

Agora, além do ministro, podem ser incluídos no rol de sancionados, a mulher dele, Viviane, e outros ministros do Supremo.

Por ora, Figueiredo e Eduardo dizem que estão trabalhando junto ao governo dos EUA para que nenhum magistrado seja punido por enquanto. O plano era aguardar a repercussão das retaliações americanas ao Brasil na classe política e medir o avanço de medidas, como a anistia a bolsonaristas —principal demanda de Figueiredo e de Eduardo, filho do ex-presidente que foi aos EUA articular medidas contra autoridades do STF.

A ideia é também ver se os ministros vão respaldar as decisões de Moraes.

A União Europeia não é signatária da Lei Magnistky, mas tem mecanismos de sanções semelhantes à norma.

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